WALNEI ARENQUE - em pensamentos imediatos


Por um mundo melhor, eu me redimo
por - Walnei Arenque

Concordo que neste momento eu deveria escrever sobre coisas amenas para acalentar os ânimos. Sim, em momentos de tensão, como este, tratar ou pensar sobre este tema talvez não nos leve a nenhum "nirvana".
Não dá gente ... a palavra que me cala no coração e, que tem me devorado, apesar de ser tão usada hoje é a tal da violência. Não, não vou falar desta violência que tantas pessoas estão noticiando, divulgando ou até mesmo tentando entender na sua forma racional, política e possivelmente didática, tornando assim o ato de violência tão longe de nossas vidas, como se não fossemos nós os violentos. Não, não somos nós não, são os outros, os outros bem distantes ... talvez aquele que está na rua, aquele que está fora. Será?
Não vamos pensar nos Estados Unidos, Iraque ou sei lá o que mais, vamos pensar em nós mesmos, como nós somos violentos. E pior, violent os e, por várias vezes, ignorantes por não termos a humildade e honestidade de entender que cometemos vários tipos de violência.
A violência é um ato de covardia. A covardia é um ato de ignorância, pensavas que a ignorância era apenas não saber? Não. Pode ser entre outras coisas, um ato de não perceber de não assumir, não verificar. Podemos neste pretensioso artigo pensar na violência que cometemos contra nós mesmos.
Todos os dias nós nos violentamos, todos os dias não somos sinceros conosco mesmo, todos os dias deixamos para depois um momento de auto-análise, um momento de satisfação.
Falamos o tempo inteiro de trocas e deixamos de nos dar atenção, de ver e rever nossos sentimentos, nossas verdades, nossas mentiras. Passamos por cima de nossas verdades, de nossas necessidades para sermos o que a sociedade espera, o que ela determina. Podemos também pensar na violência que cometemos com nossas famílias, não sendo honestos, sincero s e éticos. Sim, fazemos isso com nossa família, fazemos isso com nossos parentes, fazemos isso com nossos amigos, fazemos isso com a pessoa que amamos.
Por que será que somos tão violentos?? Por que será que pregamos a não-violência, a ética, a moral e no reduto de nossa intimidade somos violentos??? Por que será que cobramos, falamos, citamos a tal ética e somos a própria falta de ética?
Porque será que muitas vezes a nossa escolha está permeada de violência? O pior de tudo, é que esta violência não é percebida a olho nu, precisa-se de uma vivência mais íntima com você mesmo para percebermos como somos violentos. Talvez se você se tornar íntimo de você mesmo perceberá que você é o grande violentador, até mesmo de você!
Então ... eu posso não ser o "senhor da verdade", mas estou buscando uma conscientização, refletindo/pensando sobre os meus atos de violência para comigo e para com o meu próximo. Façamos um pacto, eu pe nso/reflito aqui e você aí, talvez possamos fazer juntos, buscando todos nós essa conscientização!



Escrito por WALNEI ARENQUE às 10h55
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NADA DE NOVO SOB O SOL  por Walnei Arenque

O QUE VOCE SERIA CAPAZ DE FAZER PARA TER A TAL “FELICIDADE”?

Possivelmente tudo que pode e o pior o que não pode. Um dos caminhos que nos prometem a felicidade é a ida a lojas. Quanto mais caras, mais exclusivas, mais diferentes, tendemos a achar que seremos felizes com a tal aquisição. A felicidade muitas vezes esta ligada a “ter mais que, melhor que, mais diferente que, mais cara que...

Não sei exatamente como, mas existem formulas já prontas para ela, a felicidade. Fazendo aqui um amontoamento de frases e artigos midiáticos que li, chego à seguinte conclusão : PARA SER FELIZ VOCE DEVE SER EXCLUSIVO, estar entre os poucos escolhidos. Isso dá uma sensação de ser distinto do povão, isso povão, é dele que você quer se distanciar, afinal você se sente um dos poucos escolhidos. ILUSAO! Que idéia mais pobre sobre riqueza!

Aí vem a questão! Você lá pode isso? Mas com certeza se não puder vai se sentir a pessoa mais INFELIZ do mundo e para chegar perto da TAL FELICIDADE, você saca, sim saca de sua carteira seu famoso cartão de crédito e parte para “Felicidade já, agora” e quando chegar em casa, talvez no dia do pagamento de sua fatura é que você percebera que não esta nada feliz e muito menos SACIADO na sua vaidade e a felicidade foi-se num instante.

Você já percebeu como aquela frase “ERA FELIZ E NÃO SABIA” esta sempre te rodeando? Possivelmente irá pensar: “Olha, até que eu era feliz sem aquela dívida que me arrumei e não tenho como pagar, tempos bons quando não tinha dividas!”

Portanto a FELICIDADE esta sempre no passado e ao mesmo tempo no momento de comprar, claro que tudo isso é uma ilusão “BEM VENDIDA”. Você pode ir criando uma expectativa tão grande que fatalmente a frustração será tão malvada que não te poupara dos seus terríveis tormentos.

Por acaso eu estava folhando uma revista que tinha uma propaganda que dizia assim “compre tudo e não use nada” gente do céu, o que é isso?? Por tais motivos e, por outros logicamente, é que vamos ficando infelizes, pois como não podemos comprar “tudo” já nos sentimos excluídos e, se comprarmos tudo e não usarmos o “tudo”, só pode estar precisando de uma ajuda urgente, pois algum transtorno mental pode estar passando.

Um famoso jornal americano, uma vez por mês, traz um caderno com o seguinte titulo “COMO GASTA-LO”, o “LO” aqui referido, é dinheiro. E quem acredita que comprar traz a felicidade, quando abrir o tal caderno vai se sentir a pessoa mais infeliz do mundo, porque os preços aqui são com certeza exorbitante, onde uma garrafa de vinho pode custar cem mil reais. Aí sim você vai lá pra baixo se você entra nesse papo de FELIZ SÓ QUEM COMPRA.

O “estado de felicidade” foi substituído pela “busca da felicidade”.

Você vai pensando um pouco nesta frase e no próximo artigo vou falar um pouco sobre “estado e busca”, se é que preciso escrever sobre isso. Acho que você já entendeu, né?

 Walnei Arenque



Escrito por WALNEI ARENQUE às 10h53
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AVAREZA A DOENÇA DO APEGO e

                                                        PAIXAO DAS ALMAS PEQUENAS!

Por Walnei Arenque

Avareza vem do latim avere. Segundo o dicionário Aurélio, avareza significa excessivo e sórdido apego ao dinheiro; falta de generosidade e mesquinhez.

Claro que para não perder o habito e para melhor compreensão vamos aos sinônimos: mesquinho, mão de vaca, sovino, unha de fome, fominha, muquirana e, por aí vai...

 Agora por sórdido entende-se quem denota o emprego de meios degradantes e baixos para alcançar um fim.

Compondo um dos sete pecados capitais, é o medo de perder algo que possui. Uma pessoa avarenta tem dificuldade de abrir mão do que tem mesmo que receba algo em troca, é incrivel mas na literarura fala-se muito na avareza do dinheiro.

O ser humano comum respeita o dinheiro, claro, afinal precisamos dele para benefícios no viver, precisamos fazer nossas economias para momentos de aperto, nossas parcas poupanças, Já aqui eu estou falando de pessoas que querem ser as mais ricas do cemitério e, para tal, passam por privações na ordem de primeiras necessidades, às vezes de um pequeno prazer, tudo em função de um tostão a mais nos seus guardados. Sim, o avarento tem “guardados”, “esconderijos”. Moliére descreveu isso maravilhosamente no “O avarento”.

 Além do dinheiro vou falar um pouco do avaro a outras situações, vamos lá! Vejo muito avaros de carinho, de respeiro, de amor, de solidariedade, de um mísero beijo, um mísero bom dia, uma palavra que o outro necessita, etc e tal.  Lembrando que o avaro tem cuidado com seus pertences, todos eles. Ele escolhe o seu preferido e segue avarento nele, como coloquei não só de dinheiro mas de outras coisas mais.

Normalmente as pessoas avarentas preferem abrir mão do que tem menos valor para ele,  sempre tenta, ou melhor preserva, guarda, esconde o que é  mais valioso para si. Perder algo pode ser o maior de seus tormentos e,seu tormento reina no verbo “DAR”, seu pior castigo seria usufruir do objeto de apego.

Lembra? Quantas pessoas voce conhece com esse perfil? Claro que a resposta será: - ah tem meu amigo tal meu familiar tal .. sim, lembrarás de varios. Nao esqueceu ninguem? Voce já parou para pensar em como voce é, como se comporta?

Vou colocar algumas dicas para você dar uma olhada e, olhar para você:

-  SUBJUGAR COISAS E PESSOAS -  aqui nesta parte, sempre lembro que sempre achamos caro o trabalho do outro, sempre. Olha um exemplo que eu acho clássico, não damos conta da faxina PESADA e para tal contratamos uma pessoa para isso e na hora de pagar, estamos sempre achando caro, um absurdo, mendigamos tostões para uma pessoa que esta fazendo um serviço que nos não damos conta de fazer, não fica meio esquisito?

 - NADA A OFERECER, aqui podemos pensar nas palavras e ações que no dia a dia não nos custa nada, aqui podemos pensar em pequenas atitudes que poderia fazer a vida de outra pessoa mais feliz, nem que fosse por pouco tempo. Um elogio, um agrado, um “não esqueci de você”, alguma coisa assim, fácil, simples assim.

- NADA A PERDER- habito que parece que adquirimos com a nossa cultura, já estamos desde pequenos sendo criados para ser o VENCEDOR, o que tudo ganha, o que tudo Poe para dentro, acho que por isso estamos com tantos problemas de “intestino irritadiço” na fala popular, intestino preso. Pensa que não? Sim o nosso corpo reage como nos somos, não podemos perder nada ...

- NADA A DAR, aqui podemos pensar em “tudo para mim”, um exemplo: meu armário repleto e roupas que não uso e não consigo dar nada, guardo tudo para mim... Mais uma coisa que lembrei, não vou DAR nada que você mereça, a não ser meu mau humor, meu egoísmo ou tudo que desprezo em mim mesma.

Gente, isso me parece tão comum nos dias de hoje, me faz recordar tantas patologias, mas claro, você não participa de nada disso, apenas os vizinhos, o outro.

Estamos na era do “EXCESSO DE EU E FALTA DE NÓS”

 Sua vida esta nesta composição? Se sim, esta na hora de rever seus valores... Lembre-se: tanto o dinheiro e seus derivados, como a eletricidade, tanto ilumina, como mata. Será que estou eu matando muitas situações?

 

Walnei Arenque



Escrito por WALNEI ARENQUE às 10h52
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A solução de meus problemas : Um príncipe/princesa !

 

Por walnei arenque

Desde pequenas, principalmente nos mulheres não excluindo os homens, começamos nossas leituras com livros, onde comumente, junto da princesa e da bruxa malvada aparece outro personagem, o Príncipe/Princesa Encantado (a), aquele que a princesa luta para ter, afinal ele será a salvação de sua vida, de suas angustias, por fim levara nossas vidas a um nirvana indestrutível e nada ameaçador de “Felizes para sempre” ponto e “FIM”

Até aqui tudo lindo, afinal são historinhas que nos contam e posteriormente nos lemos e mais a frente começamos até a assistir em filmes, novelas etc. e tal. Só que para muitas pessoas isso não passa, elas(es) sempre estarão em busca do príncipe/princesa encantada. Esta busca passa a ser eterna, sem fim, uma vez que não existe o PERFEITO, seja ele príncipe, princesa ou Ser humano.

Percorrendo um pouco da história (uma passada de leve, naturalmente), as parcerias entre um homem e uma mulher eram feitas a partir da escolha de seus pais. Você deve saber, tenho certeza, mas só para lembrar, os pais eram quem escolhiam os maridos ou esposas, quem iria casar com quem, isso tudo baseado em interesses de ordem familiar, status, interesses financeiro-políticos, religião e por aí vai.

Mais lá na frente, algum tempo depois (assim como esta escrito nos livros de historinhas..), vieram às escolhas, (eu escolho meu companheiro), as relações abertas, o divórcio e o mais contemporâneo do contemporâneo, o “ficar”.

Seguindo isto, “parece” que aconteceu o tal progresso, a liberdade de escolha e por aí vai...

Agora pergunto: - com todo este progresso o que vai acontecendo com muitas pessoas que vivem reclamando por não ter o parceiro ideal? O que estão buscando estas pessoas afinal? A resposta já esta na pergunta, o IDEAL, o príncipe ou princesa encantada (o), aquele (a) que me salvara deste mundo de frustrações.

Gente olha só, não existe Príncipe e Princesas, isso só nas historinhas. O que existe são Pessoas.

A pergunta que você deve estar querendo a resposta deve ser: - E porque se busca príncipes e princesas?

Veja, muitas pessoas ao invés de lidarem com suas faltas, suas necessidades, suas carências, além de buscar no outro as suas realizações, vão em busca de um príncipe/ princesa que faça isso por elas (es), que tragam a eles (as) a solução de seus problemas, afinal cinderela foi liberta de sua madrasta (angustia) pelo Príncipe! Que romântico! Um amor perfeito, onde ELE (A) recupera minhas FALTAS, ELE (A) me liberta de minhas ANGUSTIAS, ELE (A) me liberta deste mundo cruel.... Eu não preciso lidar com questões que são comuns na vida, ELE (A) fará por mim e preenchera meus buracos e vazios...

Desta forma, é provável, que você que vive buscando estes SERES PERFEITOS PRINCIPES/ PRINCESAS, tenha a sua frente uma eterna frustração, ninguém nunca vai servir... Você quer um remédio para suas angustias, não um companheiro (A).

Já escrevi anteriormente que metade da laranja só é interessante na poesia, temos que ir inteiros... Agora, tornar-se inteiro pode dar trabalho, mas com certeza levara a menos frustrações, menos expectativas furadas, você vai ficar menos machucada (o) e possivelmente não ficara um (a) eterna desiludida com o amor.

A fantasia do Príncipe/princesa não combina com o real. Nas relações sempre ocorreram às brigas, os desentendimentos, as frustrações, isto porque somos e sentimos, vivemos. O “felizes para sempre” sem nenhuma interferência, só nos livros e filmes de princesas e príncipes. A sua busca da receita mágica para receber o remédio mágico só poderá postergar o encontro com um parceiro HUMANO!



Escrito por WALNEI ARENQUE às 10h50
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PROCRASTINAÇÃO – pare com isso...

Por Walnei Arenque

Procrastinação, em resumo, é um adiamento, sim, deixar o que você SABE QUE PRECISA, SABE TEM QUE FAZER e vai empurrando, popularmente falando, empurrando com a barriga.

Não vá pensando que poucas pessoas agem de forma a adiar suas coisas, muitas vivem assim, o que na verdade é uma pena, lamentável.

Se você é uma pessoa que tende a adiar, procrastinar, esta mais do que na hora de parar com isso, afinal o que lhe trás um certo alivio hoje, podes acreditar, que já pela noite estará num grau de ansiedade intenso. Vamos a um exemplo: Hoje eu tinha que ir ao cartório resolver uma situação. Pela manha, eu penso: - mais tarde eu vou e, mais tarde você logo cria outra desculpa e pensa amanha eu vou. Quando chega a noite você fica com a situação na cabeça, cria uma tensão por saber da importância do ato de ter ido ao cartório e com isso o estresse aumenta. Agora, isso tudo não leva você a ir no dia seguinte, você continua a adiar esta sua ida ao local.

A procrastinação acaba sendo uma enganação que você vai criando dia após dia, vai criando promessas que você faz a si mesma e não cumpre e, com certeza poderá criar problemas muitas vezes irreversíveis ou no mínimo delicadas.

Você já esteve na condição de ter um trabalho de escola e ir levando até o último dia, ultimo instante para fazer? Então, você passa a pensar todo dia nele, sabe que tem prazo, sabe que tem que fazer e, porque deixa para ultima hora? Para ficar com isso na cabeça te preocupando? Afinal procrastinar só serve para isso no final, te deixar com a cabeça cheia de preocupação.

Existem situações de extrema necessidade, por exemplo, um homem de tal idade precisa ir ao médico fazer um exame de próstata, mas por conta de ir empurrando para amanhã, ele pode ter uma noticia bem desagradável de estar com um câncer... Avançado! Não fazendo o adiamento para amanhã, semana que vem, mês que vem e por aí vai, poderia descobrir a complicação num estágio inicial e reverter à situação com mais tranqüilidade.

Mulheres que precisam fazer seus acompanhamentos médicos e vai deixando para amanhã. Pra que? Pra que serve isso? Para na hora de uma mamografia ficar se pelando de medo??

Muito mais inteligente e eficaz para nos seria a abreviação. Se tenho que ir, que eu vá, se tenho que fazer, que eu faça.

Eu conheço pessoas que já fazem da procrastinação uma situação “crônica”, um hábito. Se você tem uma casa a por em ordem, é melhor por logo, assim você não fica olhando a bagunça e se culpando por não fazer. Se você tem um trabalho a realizar é melhor que realize logo, pois isso pode te custar sua reputação ou até mesmo seu emprego.

As pessoas que muito procrastinam vivem em devaneios, em sonhos, perdidas, acreditando que amanha farão e, na realidade não vão fazer é nada, ficam nas delongas de suas fantasias. Estas pessoas têm o dom de sair do foco principal e ficar empreguinadas no verbo adiar. Aliás seu verbo preferido.

Ficam no principio do prazer e esquecem-se do principio da realidade, portanto imaturas. Este comportamento comumente leva a culpas, fracassos, doenças, autodestruição.

Tudo bem, você se reconheceu? Então arregace as mangas e comece a fazer o que tem que ser feito, porque se TEM que ser feito você não pode ficar pensando se quer ou não fazer, você TEM/ PRECISA fazer e ponto. Se você tem a recomendação médica de fazer ginástica, não fique se perguntado se quer ir, simplesmente vá! Não fique se perguntado se quer ir trabalhar, você deve ir e ponto. Às vezes a gente se faz perguntas tão tolas e, as perguntas importante, aquelas que deveríamos fazer não fazemos . que tal você se perguntar:

- PORQUE NÃO FAÇO O QUE TENHO QUE FAZER? Essa sim, é uma boa pergunta...

Walnei Arenque



Escrito por WALNEI ARENQUE às 10h49
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VIOLÊNCIA SILENCIOSA COM FILHOS DE PAIS SEPARADOS

Por Walnei Arenque

No ano de 1985, o psiquiatra americano Richard Gardner denominou o termo Síndrome da Alienação Parental (SAP), onde o filho após a separação de seus pais passa a ser alvo de vingança contra o genitor(a) que não fica com a guarda do filho.

 Portanto a Alienação Parental é um processo que consiste em programar uma criança para que odeie um de seus genitores sem justificativa.

 

Levando em consideração que as Varas de família agraciam as mulheres, com a guarda dos filhos, em aproximadamente 91% dos casos (IBGE/2002), salta aos nossos olhos que a maior incidência de casos de alienação parental é causada pelas mães, podendo, todavia ser causada também pelo pai, dentro dos 9% restantes.

Recursos usados para alienar a criança do genitor(a):

- Recusar de passar as chamadas telefônicas aos filhos;

- Limitar o contato da criança com seu genitor(a);

    - Fazer com que a criança pense que foi abandonada;

- Induzir a criança a escolher entre um genitor e outro;

-Inventar passeios interessantes quando no dia da visita do outro genitor(a);

- Induzir a criança a ter medo do outro genitor(a), muitas vezes usando a frase: "se ficar com medo me ligue que te busco rápido";

- Contar particularidades vividas entre os genitores quando casados;

- Falar mal, inventar condutas promiscua, etc. sobre o genitor(a)  para a criança;

- Colocar o genitor(a) apenas como provedor de mesadas ou ainda, falar que o genitor(a) não dá pensão, caso isso seja verdade não falar o porquê, a verdade;

- Colocar a criança contra possível madastra/padrastro;

- Se fortalecer no seu poder econômico para desclassificar o genitor(a), e com isso tentar "comprar" a criança.;

- Usar muito desta frase seu genitor(a) "não liga para você , ele te abandonou"

As conseqüências para os filhos

    - A criança é levada a odiar e a rejeitar um genitor que a ama e do qual necessita;

   - O vínculo entre a criança e o genitor alienado será irremediavelmente destruído. Com efeito, não se pode reconstruir o vínculo entre a criança e o genitor alienado, se houver um percorrer de alguns anos;

   - O genitor alienado torna-se um forasteiro para a criança. O modelo principal das crianças será o genitor patológico, mal adaptado e possuidor de disfunção. Muitas dessas crianças desenvolvem sérios transtornos psiquiátricos;

   - Induzir uma Síndrome de Alienação Parental em uma criança é uma forma de abuso. Em casos de abusos sexuais ou físicos, as vítimas chegam um dia a superar os traumas e as humilhações que sofreram. Ao contrário, um abuso emocional irá rapidamente repercutir em conseqüências psicológicas e pode provocar problemas psiquiátricos para o resto da vida;

    - Os efeitos nas crianças vítimas da Síndrome de Alienação Parental podem ser uma depressão crônica, incapacidade de adaptação em ambiente psico-social normal, transtornos de identidade e de imagem, desespero, sentimento incontrolável de culpa, sentimento de isolamento, comportamento hostil, falta de organização, dupla personalidade e às vezes suicídio. Estudos têm mostrado que, quando adultas, as vítimas da Alienação têm inclinação ao álcool e às drogas, e apresentam outros sintomas de profundo mal estar;

   - O sentimento incontrolável de culpa se deve ao fato de que a criança, quando adulta, constata que foi cúmplice inconsciente de uma grande injustiça ao genitor alienado;

   - O filho alienado tende a reproduzir a mesma patologia psicológica que o genitor alienador;

 

Portanto, se você percebe este tipo de comportamento em um dos genitores, procure a ajudá-lo a perceber e, não seja cúmplice desta situação tão permissiva a criança ou a genitor(a) que não tem a guarda do filho. Os parentes da criança também devem ficar muito atentos e não deve em hipótese alguma falar mal do genitor não presente. Nunca se esqueça que apesar dos pesares, um dia esta pessoa se casou com uma pessoa de sua familia e, por algum momento esteve dentro de sua casa.

Quando isso acontece, o genitor(a) não presente, por sentir uma agressividade imensa da criança para com ele, passara a evitar a criança, assim o genitor(a) que tem a guarda consegue seu objetivo, que é punir o genitor(a) que não tem a guarda porem leva sua criança a uma "morte inventada"

  Eu recomendo assistir o trailer de um documentário sobre o tema no site www.amorteinventada.com.br , produzido pela Caraminhola Produções. O nome do documentário é "Morte Inventada" que trás depoimentos de vários filhos que foram submetidos a alienação parental. Muito bem feito e vale a pena!

 Alem de tudo e sobre tudo nao devemos machucar nossas indefesas crianças, com as nossas frustrações pessoais. Eles, os filhos, sao apenas crianças que por algum tempo de suas vidas sao indefesas ....

BIBLIOGRAFIA: SÍNDROME DE ALIENAÇÃO PARENTAL - Por François Podevyn. Traduzido para o Espanhol por Paul Wilekens.

 



Escrito por WALNEI ARENQUE às 10h47
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Saudades, de novo  – por walnei arenque

Sensação do passado no presente. Presente que vive no passado ....

Saudades...

Vivemos tantas vezes dela, o que poderia ser do humano sem a saudade? Será que suportaríamos viver o real, o presente, sem o tal imaginário, sem a tal SAUDADE.

Muitos a usam para continuar a viver ... Precisa dela para dar continuidade a vida, um mar de falta ...

Outros não usam, ela existe por existir ... Por quê ??? não sei .... Você sabe??? Quem sabe???

Parece que não se controla a saudade ela existe, sentimos ...

Nossos castelos muitas vezes, questão de sobrevivência ....

Embora muitas  existam saudades de um tremendo sofrimento, uma fera que te corroe ... Uma força que vem faz você sofrer, não te perdoa, nem no passado nem no presente nem no futuro.

Alias temporalidade na saudade é atemporal.

Cada um tem uma saudade na vida ... Quem não tem? Viver do/no passado?

Não, o passado é que vive na minha saudade que esta no meu presente com passagem livre para o futuro....  sem questionamento. Por walnei arenque



Escrito por WALNEI ARENQUE às 13h33
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DESPREZO, uma reflexão

por - Walnei Arenque

Segundo o dicionário Aurélio:

Desprezo: ato de desprezar alguém, falta de apreço, desdenhar, não levar em conta.

Acho que vai te tocar mais quando levantar-mos alguns sinônimos: sentimento de rejeição, sentimento de ser depreciado, sentimento de ser desconsiderado, sentimento de ser menosprezado, um desconsideração, e por aí vai uma vez, que se torna tão singular esta sensação quando por nos sentidas não é mesmo? Você deve saber como se sente quando presprezado e poderia com certeza me ajudar a colocar mais palavras, isto é, se você conseguir nomear, porque as vezes a dor é tanta que não conseguimos sequer por um nome num sentimento. As vezes ate colocamos, mas parece não expressar exatamente a sensação de se sentir desprezado.

Existe varias atenuantes que nos fazem sentir desprezados, queria eu continuar mas de repente percebo circulando pela casa, um tanto curiosa,

minha companheira de arrumação de casa LIA, como minha avó a chamava.

 sim ela é minha companheira neste momento, pois a cada toque que dou no teclado ela quer saber sobre o que estou escrevendo, e quando digo o assunto, Lia de repente começa a colocar seus sentimentos para fora, peço que vá devagar, pois vou escrever o que ela fala: “as vezes as pessoas se sentem desprezadas por aqueles que mais cuidamos e, quando me sinto desprezada, choro amargurada e choro muito, fico muito triste que as vezes me encontro ate mesmo conversando com minha cachorrinha de estimação. Sinto um vazio porque a pessoa não tem 5 minutos para me dar atenção, o desprezo dói, dói mesmo, muito. Espero cada dia por estes cinco minutos e, a espera é em vão, não vem”.

Lia se empolga e acaba falando também de seus sentimentos por outras pessoas que a desprezaram na vida. Ela conta que num relacionamento em que ela se doou muito foi tremendamente desprezada, e eu vou escrevendo, não desprezando sua vontade de falar, ser ouvida e ser um exemplo vivo de pessoa desprezada: “Eu me sentia assim, cada vez que a pessoa ia na minha casa ou me encontrava eu me sentia a ultima das pessoas porque era só humilhação por mais que nos erramos jamais deveríamos ser humilhadas e rejeitadas. Até que depois de muito choro resolvi dar um basta e seguir meu caminho, a saudade ainda dói, porque um grande amor nunca se esquece nem a humilhação nem o desprezo que passei”, ela diz ainda: “tá bom, tá bom, senão não consigo terminar meu serviço, pois vou chorar.” Lia na sua simplicidade de Humana volta para seus afazeres cantando, meio que tentando disfarçar sua dor.

Porque será que desprezamos? Um dia, sempre há um dia, seremos ou fomos desprezados, sentimos na pele esta sensação de dor e, porque insistimos em repassar para o outro o que um dia nos machucou tanto?

Hoje fala-se muito em espírito de solidariedade, de caridade, falamos muito em Deus, estudamos seus ensinamentos, porem vemos as pessoas cada vez mais insensíveis, desprendidas dos que algum dia lhe doou sua escuta, seu olhar, seu carinho. Será que não poderíamos reverter situações em que nos mesmos fizemos isso? Não poderíamos também deixar de descartar as pessoas como se fossem copos plásticos ou resíduos infectantes?

O inverso do desprezo é consideração e respeito! Queremos isso, mas estamos dando Isso ao nosso próximo?

Na minha singuralidade, como disse acima, cada um tem uma sensação singular de expressar como se sente num momento de desprezo, sinto esta sensação da seguinte forma: È você perceber que esta morta, sim morta dentro de uma pessoa, estando você viva. È terrível você se ver morto em alguém estando vivo, presenciando sua própria morte. Não queremos a morte, principalmente quando estamos vivos e sentindo.

 

 

Walnei Arenque



Escrito por WALNEI ARENQUE às 18h48
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A DEPENDÊNCIA AFETIVA

por Walnei Arenque

Começando pelo começo... Eu por muitos anos de minha vida trabalhei e estudei a dependência química, foram muitos anos de convivência com esta doença, a dependência, e com isso muita aprendizagem. Sempre atenta a tudo, sempre fiquei muito intrigada com relação à DEPENDÊNCIA, isso porque fui percebendo que não verificava os sintomas apenas nos dependentes químicos ou sexuais, percebia os mesmos sintomas em situações de pessoas para pessoas. Você deve estar se perguntando como assim?  Vamos então a uma simulação:

Mariazinha se diz apaixonada por Joãozinho, diz que não consegue viver sem ele e que o fato dele não querer mais o relacionamento a deixa um tanto nervosa, ansiosa, angustiada. Passa o dia inteiro pensando em Joãozinho, em como ter o mínimo de atenção dele e passa a fazer de um tudo para ter um tico desta atenção.

Joãozinho por sua vez, já esta em outra situação,(isso nas melhores das hipóteses, pois ele pode usar dela para se sentir amado), como sempre recebe noticias dela, por ela mesma, resolve então uma vez a cada tempo (indefinido) responder.

Mariazinha sofre, mas sofre por demais, chora, fica inquieta, ansiosa, treme. Quando um dia Joãozinho aparece, mesmo que num mísero telefonema para falar “oi”, Mariazinha fica outra, alegre, desperta, saciada. O tempo passa e ela vai perdendo esta motivação na espera de um novo “aparecer” de Joãozinho que não aparece, daí que todo o sentimento de muita angústia, desespero, toma conta dela novamente... E por aí segue nova espera com puro sofrimento.

Aqui contei uma breve historinha, historinha essa que com outras nuances e particularidades muitas pessoas passam.

Entendemos que esta pessoa tem sintomas muito semelhantes a de dependentes químicos, que quando tem acesso as drogas, naquele exato momento ficam saciados para depois logo estarem sedentos novamente pela droga. Mariazinha fica igualmente sedenta e quando tem Joãozinho fica se sentindo saciada, mas logo depois tudo volta a ser de uma angustia imensa ate a próximo contato com Joãozinho, a droga dela.

A nossa personagem passará a condicionar seu comportamento sempre de modo a obter a aprovação daquele a quem ela formou este elo dependente. Ainda em casos mais graves, vemos Mariazinhas submetendo-se a humilhações, abusos, explorações e toda sorte de desrespeito, simplesmente para garantir que o ser amado (será amado mesmo?) não a abandone.

Quando uma pessoa se encontra nesta situação vamos percebendo que elas não passam pelo tempo da “síndrome de abstinência” ou quando estão exatamente nela, pelo sofrimento, angustia etc., elas recorrem a Joãozinho, e prometem que só aquele contato já será esclarecedor e “nunca mais falara ou seguira as sombras de Joãozinho”, vejam: “Nunca mais”, “esta foi a ultima vez”, sentenças bem conhecidas e discursadas na dependência química, “só um ultimo gole (contato)”, passando ai a uma ilusão de permanência. Com muito trabalho é que esse “nunca mais” será um “NUNCA MAIS”.

A compulsão em buscar o objeto de dependência, muitas vezes ou na maioria das vezes, é maior, é como se Mariazinha, ali acima, acredita-se que Joãozinho a iria preencher, e nunca mais ela precisaria dele... Ilusão de Mariazinha... O desconforto logo virá e, ela possivelmente não será capaz de segurar a obsessão, não segurara a síndrome de abstinência. Quando um dependente químico em tratamento tem suas recaídas, ele possivelmente recai na síndrome de abstinência, pois sintomas físicos, psiquicos são muito intensos e para ter sua doença em controle ele precisa passar pela síndrome de abstinência.

Mariazinha quando não tem nenhuma noticia de Joãozinho, fica sem sono, irritada, ansiosa, com sintomas depressivos, distúrbios alimentares onde ou come muito ou não come nada, desiludida da vida e por aí vai... Tal qual na dependência química.

Portanto Mariazinha, na verdade, não ama Joãozinho, mas, esta dependente do afeto, de Joãozinho... duro, mas acontece muito e, pode ter certeza dói e dói muito para ela como para qualquer tipo de dependência.

Quantas pessoas você conheceu que passam por isso? Quantas vezes você já falou paras as Mariazinhas da vida: ”esquece este cara”. Não é tão simples, pois Mariazinha esta doente e o que ela precisa mesmo são de tratamentos porque assim como o dependente químico, cujo organismo se desestrutura quando lhe é retirada a droga, o equilíbrio emocional do dependente afetivo entra em pane quando ele é afastado da pessoa de quem se tornou dependente.

Inicialmente Mariazinha não sabe que esta doente. Será com tratamento que ela poderá reconhecer que esta doente. Estas pessoas, dependem de afeto, possuem uma imaturidade emocional significativa, uma baixa tolerância ao sofrimento, à frustração, a mesma que está presente na vida dos dependentes químicos de modo geral.

  
Possivelmente a base desse transtorno está uma profunda carência afetiva, uma falta de nutrição emocional que se originou em sua história de vida, portanto aí é que entra a psicoterapia...


Mariazinha precisa aprender que quanto maior for nossa habilidade de vivermos bem sozinhos, mais preparados, organizados, arranjados estaremos para a convivência com o outro.

 

 

 



 



Escrito por WALNEI ARENQUE às 18h45
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AMORES E CAFE EXPRESSO

POR WALNEI ARENQUE

uma sociedade consumista e em plena era do "descartável" verifica-se que cada pessoa, dentro da realidade de sua renda, acaba consumindo muito mais coisas do que são necessárias e supérfluas.

Adquire-se um bem e imediatamente ele se desvaloriza, em termos de valor financeiro e em termos de valor sentimental. A moda faz esse processo se perpetue: o casaco de lã comprado no inverno passado, não satisfaz mais neste inverno e, portanto, compra-se outro.

O guarda-chuva comprado no verão será substituído por outro agora no início da primavera. O carro que acabou de ser adquirido, modelo 2001, já está velho e fica-se admirando outro. Enfim, os modismos e os costumes nos levam a querer possuir muitas coisas e esses desejos são tão fortes que nos impelem ao consumo imediato.

Os desejos e a pressa de consumo levam as pessoas a um egoísmo não pensado e a uma sensação insaciável por bens. Comprar cada vez mais e rapidamente . A bola de neve do desejo de consumo não se restringe aos bens materiais, se expande a lazer, cursos, viagens, livros, amigos, etc. Cada um tem o seu estilo de consumo próprio e dentro dele está o consumismo e o imediatismo. Como isso poderá estar influenciando no comportamento social e nos relacionamentos?

Pode-se observar que nossas relações também acabam por se tornar descartáveis. As palavras acabam por descrever uma relação amorosa como algo intencionalmente superficial: "fulano ficou com esta pessoa, tal teve um caso com outrem, eu estou em rolo com... "

Será que as pessoas também estão se tornando descartáveis em nossas vidas? Será que o desejo de felicidade e de amor ou companhia passam a ser nos dias atuais necessidades de consumo?


Precisamos consumir nosso namorado atual, que já estará ultrapassado no verão. Meu amigo de infância que agora ficou velho não está mais com nada, não serve mais. Meu primei ro marido se tornou o segundo e se tornará o terceiro no próximo ano pois, já estou de olho em um modelo mais novo!

Como será no futuro? Se hoje já se conversa virtualmente pela Internet e cada acesso a um site tenho um novo amigo? Entra-se na sala de bate-papo e se conversa sem saber com quem e se não nos agrada é só sair.Numa sociedade consumista e em plena era do "descartável" verifica-se que cada pessoa, dentro da realidade de sua renda, acaba consumindo muito mais coisas do que são necessárias e supérfluas.

Adquire-se um bem e imediatamente ele se desvaloriza, em termos de valor financeiro e em termos de valor sentimental. A moda faz esse processo se perpetue: o casaco de lã comprado no inverno passado, não satisfaz mais neste inverno e, portanto, compra-se outro.

O guarda-chuva comprado no verão será substituído por outro agora no início da primavera. O carro que acabou de ser adquirido, modelo 2001, já está velho e fica-se admirando outro. Enfim, os modismos e os costumes nos levam a querer possuir muitas coisas e esses desejos são tão fortes que nos impelem ao consumo imediato.

Os desejos e a pressa de consumo levam as pessoas a um egoísmo não pensado e a uma sensação insaciável por bens. Comprar cada vez mais e rapidamente . A bola de neve do desejo de consumo não se restringe aos bens materiais, se expande a lazer, cursos, viagens, livros, amigos, etc. Cada um tem o seu estilo de consumo próprio e dentro dele está o consumismo e o imediatismo. Como isso poderá estar influenciando no comportamento social e nos relacionamentos?

Pode-se observar que nossas relações também acabam por se tornar descartáveis. As palavras acabam por descrever uma relação amorosa como algo intencionalmente superficial: "fulano ficou com esta pessoa, tal teve um caso com outrem, eu estou em rolo com... "

Será que as pessoas também estão se tornando descartáveis em nossas vidas? Será que o desejo de felicidade e de amor ou companhia passam a ser nos dias atuais necessidades de consumo?


Precisamos consumir nosso namorado atual, que já estará ultrapassado no verão. Meu amigo de infância que agora ficou velho não está mais com nada, não serve mais. Meu primei ro marido se tornou o segundo e se tornará o terceiro no próximo ano pois, já estou de olho em um modelo mais novo!

Como será no futuro? Se hoje já se conversa virtualmente pela Internet e cada acesso a um site tenho um novo amigo? Entra-se na sala de bate-papo e se conversa sem saber com quem e se não nos agrada é só sair.Numa sociedade consumista e em plena era do "descartável" verifica-se que cada pessoa, dentro da realidade de sua renda, acaba consumindo muito mais coisas do que são necessárias e supérfluas.

Adquire-se um bem e imediatamente ele se desvaloriza, em termos de valor financeiro e em termos de valor sentimental. A moda faz esse processo se perpetue: o casaco de lã comprado no inverno passado, não satisfaz mais neste inverno e, portanto, compra-se outro.

O guarda-chuva comprado no verão será substituído por outro agora no início da primavera. O carro que acabou de ser adquirido, modelo 2001, já está velho e fica-se admirando outro. Enfim, os modismos e os costumes nos levam a querer possuir muitas coisas e esses desejos são tão fortes que nos impelem ao consumo imediato.

Os desejos e a pressa de consumo levam as pessoas a um egoísmo não pensado e a uma sensação insaciável por bens. Comprar cada vez mais e rapidamente . A bola de neve do desejo de consumo não se restringe aos bens materiais, se expande a lazer, cursos, viagens, livros, amigos, etc. Cada um tem o seu estilo de consumo próprio e dentro dele está o consumismo e o imediatismo. Como isso poderá estar influenciando no comportamento social e nos relacionamentos?

Pode-se observar que nossas relações também acabam por se tornar descartáveis. As palavras acabam por descrever uma relação amorosa como algo intencionalmente superficial: "fulano ficou com esta pessoa, tal teve um caso com outrem, eu estou em rolo com... "

Será que as pessoas também estão se tornando descartáveis em nossas vidas? Será que o desejo de felicidade e de amor ou companhia passam a ser nos dias atuais necessidades de consumo?


Precisamos consumir nosso namorado atual, que já estará ultrapassado no verão. Meu amigo de infância que agora ficou velho não está mais com nada, não serve mais. Meu primei ro marido se tornou o segundo e se tornará o terceiro no próximo ano pois, já estou de olho em um modelo mais novo!

Como será no futuro? Se hoje já se conversa virtualmente pela Internet e cada acesso a um site tenho um novo amigo? Entra-se na sala de bate-papo e se conversa sem saber com quem e se não nos agrada é só sair.



Escrito por WALNEI ARENQUE às 22h23
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cinematerapia


Quem nunca se surpreendeu ao se ver irado na sala de cinema, torcendo pelo castigo do vilão? E quem nunca se debulhou em lágrimas quando, finalmente, a mocinha conseguiu se casar com o mocinho no final da trama? Você já teve a estranha sensação de que a história contada nas telas de cinema retratava alguns dilemas da sua vida?

O fato de nos emocionarmos com a trama retratada nas telas é extremamente comum e, atualmente, o cinema é visto pelos psicólogos como um importante instrumento no estudo das emoções e tem sido adotado com um auxílio no estudo da psicoterapia.

Mensalmente, o Hospital e Maternidade São Cristóvão, localizado no bairro da Mooca, em São Paulo, realiza uma sessão de cinematerapia em que discute com os participantes alguns aspectos psicossociais, como os comportamentos emocionais e físicos, adoecimentos, tratamentos e até os relacionamentos entre pacientes, familiares e profissionais de saúde.

O p sico-oncologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, doutor em psicologia da educação e especialista em luto Marcelo Gianini já participou da exibição de 18 filmes, que somam um total de mais de 600 participantes. Os temas abordados variam entre questões familiares, conflitos de geração, envelhecimento, perdas, mudanças e até o luto, o adoecimento, os preconceitos e a espiritualidade.

"Desenvolvo essa estratégia para que as pessoas trabalhem cognitivamente sobre uma situação. Elas aprendem a pensar em novas maneiras de agir e isso ajuda na reflexão sobre os padrões comportamentais adotados na atualidade".

Para a psicóloga Walnei Arenque, a técnica é eficaz na medida em que o paciente e o terapeuta discutem no divã quais os pontos do filme marcaram ou revelaram algo de novo no comportamento. "A pessoa deve estar atenta às sensações e aos sentimentos que foram despertados ao assistir ao filme.", avisa.

Ela costuma receitar diversas obras cinematográficas a seus pacientes. "Com tantas questões de relacionamentos que percebo em meu consultório, recomendo muito o filme Perdas e Danos, dirigido por Louis Malle. No filme, por conta de uma paixão, um homem transforma a sua vida, antes sem graça e estabilizada, trabalhando a figura mítica do pai.

Outra indicação da psicóloga é O Advogado do Diabo, dirigido por Taylor Hackford e estrelado por Keanu Reeves e Al Pacino."Esta obra é uma verdadeira metáfora sobre o excesso de vaidade, tão presente nos tempos atuais", aconselha a psicóloga.
Foto: Getty Images
 



Muito utilizada nos Estados Unidos, a cinematerapia traz um processo de identificação com o personagem ou com a história e tem por finalidade um encontro do momento visto na tela com o momento vivido na realidade. Ao pôr o agente da história como telespectador, o cinema atua como terapia ao auxiliar pessoas a se distanciarem do fato na vida real, podendo analisar melhor as suas dificuldades e examinar a melhor maneira de superá-las.

O princípio da cinematerapia foi inspirado no teatro grego que, por meio da representação dramática, é capaz de proporcionar uma espécie de libertação emocional. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a catarse é o processo no qual o espectador sofre uma descarga de desordens emocionais obtidas através da jornada do herói nas telas e liberta-se de seus conflitos pessoais, revivendo suas experiências e atingindo um estado de tranqüilidade perante a vida.

Para o doutor em psicologia Jacob Gold berg, autor do livro Psicologia em Curta-metragem, "assistir a um filme é muito mais do que uma simples distração". Na obra, o autor faz uma análise comportamental de diversos filmes, como Matrix, Dois Filhos de Francisco, O Segredo de Brokeback Mountain, Meu Nome Não é Johnny e Tropa de Elite.

Goldberg afirma que, ao assistir a uma história contada por meio de um filme, o telespectador deixa o seu mundo repleto de problemas pessoais para viver uma outra realidade, navegando por meio de novas emoções. Desta forma, as pessoas acabam incorporando um personagem em seu dia-a-dia e seguem um roteiro inconscientemente, passando a ser atores de sua própria história. "Todo mundo constrói seu filme e ninguém consegue escapar do script", afirma do psicoterapeuta.

No livro Cinematerapia para a alma, da Verus Editora, as autoras Nancy Penske e Beverly West apresentam um novo olhar sobre diversos títulos do cinema cl ássico e moderno. Dividido em dez partes, o livro traz, em capítulos, uma relação de filmes para você brilhar, para você se reerguer, para encontrar a alma gêmea, entre outros temas, com títulos que vão de Harry Potter a Filadélfia, passando por Frida, O Mágico de Oz e Silêncio dos Inocentes.

Ao assistir a uma obra cinematográfica, a psicóloga Mariza Jorge aconselha o telespectador a ficar atento às suas reações durante a sessão de cinema, observando se fica muito tenso, se chora, ou se fica deprimido ao término do filme. Confira abaixo algumas obras recomendadas pelos psicólogos:

Terapia na telona
As obras cinematografias podem ser úteis ao lidar com emoções como:

  • Tristeza - o filme Duas vidas, com Bruce Willis no elenco, mostra uma nova maneira de avaliar as escolhas tomadas ao longo da vida, dando motivação para que as pessoas ajam de acordo com seus sonhos.
Outra recomendação é Em Busca da Felicidade, estrelado por Will Smith. Na trama o personagem passa por diversas dificuldades até atingir o seu objetivo, dando um exemplo de perseverança e força de vontade.

  • Ansiedade - a obra Cidade dos Anjos, com Nicolas Cage e Meg Ryan, apresenta uma trama repleta de romantismo, na qual um homem não mede esforços para viver um amor verdadeiro.

  • Solidão - vencedor do Oscar de melhor roteiro original Telma e Louise, com Susan Sarandon e Geena Davis, ressalta o valor da amizade, através da aventura de duas amigas que decidem passar um fim de semana nas montanhas do centro-oeste norte-americano. Outra opção é Antes de Partir, com Jack Nicholson, Morgan Freeman e Sean Hayes no elenco. O filme retrata a amizade entre pessoas de personalidades opostas que encontram o valor da vida, ao perceberem que estão com os dias contados.

  • Baixa auto-estima - também vencedor do Oscar de melhor roteiro original, o filme Pequena Miss Sunshine mostra, com muito humor, como os padrões de comportamento e beleza impostos pela sociedade são efêmeros e ressalta a união de uma família formada por diferentes personalidades que se complementam.

 



Escrito por WALNEI ARENQUE às 21h34
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estou deprimido?

por - Walnei Arenque


A depressão é uma doença que compromete o corpo, o humor e os pensamentos.

O custo do sofrimento humano, não pode ser avaliado, pois é uma doença que poucas pessoas conhecem e a compreendem. É muito comum o depressivo ficar andando de médico em médico para ter um diagnóstico, isto porque ele sempre vai ao médico pelas dores físicas e não pelas emocionais. Muitas vezes por sentirem muitas dores no peito, vão ao cardiologista e por terem um diagnóstico de saúde no coração, eles não acreditam e vão de um a outro. As fantasias que se criam em um paciente depressivo vai de câncer a AIDS, aumentando cada vez mais seu sofrimento. Isto sem falar no sofrimento familiar que, por não conhecer a doença, muitas vezes acha que a pessoa está "com frescura", "chiliqui" podendo sair desta "fossa" sozinha.

A maioria das pessoas com depressão não costumam pedir ajuda, o que leva a um maior sofrimento e aumento dos sintomas. E sem tratamento adequado os sintomas podem durar dias, semanas, meses até anos. Estima-se que 8% das pessoas adultas sofram de um episódio depressivo uma vez na vida. Existem vários fatores que podem desencadear uma depressão, fatores estes bio-psico-sociais, tais como: pessoas com baixa auto-estima, que vêem o mundo com pessimismo, que se abatem com o stress, um falecimento importante, conflitos de relacionamentos, dificuldades financeiras, uma doença crônica.
O importante é ficar atenta às mudanças de humor e pedir ajuda para alguém próximo. Não fique com seus sintomas sozinho.


Alguns sintomas:

- tristeza persistente, ansiedade ou sensação de vazio;

- sentimento de desesperança, pessimismo, sentimento de culpa, inutilidade, desamparo;

- perda de interesse ou prazer em passatempos e atividades que anteriormente causavam prazer, incluindo atividade sexual;

- insônia, despertar matinal precoce ou sonolência excessiva;

- perda do apetite e/ou de peso, ou excesso de apetite e ganho de peso;

- diminuição da energia, fadiga, sensação de desânimo;

- idéias de morte ou suicídio, tentativas de suicídio;

- inquietação, irritabilidade;

- dificuldade para se concentrar, recordar e tomar decisões;

- sintomas físicos e persistentes que não respondem a tratamento; como por exemplo, dor de cabeça, digestiva, dor crônica, etc.

O tratamento inicia-se com intervenções psicoterapêuticas e, caso necessário, será feita indicação de um médico psiquiatra que solicitará exames físicos e fará uma intervenção medicamentosa.


Existem medicamentos de ultima geração (anti-depressivos), que sendo indicado pelo psiquiatra com certeza ajudará muito. O que não ajuda o paciente é o tabu que existe em torno das medicações, muitas vezes o paciente e seus familiares "não acreditam" que o paciente tem depressão e que existe sim, uma medicação. O que não se pode nem se deve é fazer a auto medicação e o auto-diagnóstico. O medico é quem deve nos orientar.

As intervenções são muito importantes para o paciente, como para a família, que passa a ter conhecimento da doença e formas de ajudá-lo.

Não fique desesperançado... os médicos, psicólogos com certeza irão ajudar você, indicando quais caminhos você devera seguir.

Não desanime, procure ajuda, caso conheça alguma pessoa com depressão, vamos lá, arregace suas mangas e incentive a procura de um médico psiquiatra ou um psicólogo.





Escrito por WALNEI ARENQUE às 18h25
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mudança de vida

Mudança de vida
por Walnei Arenque
por - Walnei Arenque

Nós seres humanos normais, sempre que nos deparamos com a necessidade de uma mudança na vida , sempre estamos resistentes e, caso você entenda, “ausentes”.
Sim, ausentes. Nós temos a pretensão de ficarmos ausentes na tentativa de rever nossas coisinhas. Ausentes porque negamos a necessidade urgente....
Acontece que a vida nos prega as maiores peças, por isso ela é maravilhosa.
Quando a necessidade de mudança aparece, não adianta, o melhor a fazer é refletir, elaborar, verificar. Empurrar com a barriga é que não vai adiantar...
Quando a mudança esta na ordem da afetividade, aí sim, nos sentimos pegos. Porque será que insistimos tanto num relacionamento que esta pra lá de deteriorado? Acredito que ficamos reféns das nossas falsas esperanças, sempre acreditando que algo vai mudar, algo vai acontecer. Ilusão. O que é é! Um relacionamento falido não vai mudar assim, magicamente. Não se engane. Isso mesmo, não se engane, não fique ausente para você mesmo. Tudo se torna mais simples quando não ficamos débeis.
Ouço muitas reclamações a respeito do companheiro, porque o companheiro isso, o companheiro aquilo. Mas você mesmo fazer uma mudança de vida, nada.
As mudanças são necessárias, são na verdade NOSSA SALVAÇÃO!
Não tenha medo, não paralise.
Não fique ausente na sua vida!

 


Escrito por WALNEI ARENQUE às 18h23
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hora de reorganizar valores

Hora de reorganizar valores
por - Walnei Arenque

“Deixe a vida me levar”, embalados pelo ritmo contagiante desta letra de música, destes versos, nós repetimos e repetimos este slogan e, animados, passamos quase a acreditar que ele nos faz descobrir o segredo do viver bem. Só que, de repente, paramos para meditar sobre o conte do refrão e ... levamos um grande susto.
Qualquer um de nós reconhece que a vida tem surpresas que, independente de planos; aparecem em um contexto inexplicavelmente bom ou ruim, mas ... daí a deixar a vida nos levar, é demais!
Existem pessoas assim, eu mesma conheço muitas que deixam a vida levá-las; no entanto, particularmente, acredito que sou eu quem deve levar a vida! Claro, na medida das minhas certezas e com a minha impotência.
Posso assegurar que os chavões são maravilhosos; eles nos encantam nos seduzem, fazem lembrar liberdade! E quem não quer a tal liberdade?
Além do mais, confessemos a nós mesmos, a vida significa perdas e ganhos, frustrações, alegrias, compromisso, ética, moral, valores, realizações e sonhos ... e, nestes pequenos, porém intensos sentidos que compõem a vida, não podemos ser tão irresponsáveis a ponto de deixar que a vida nos leve. Para que se tenha um viver integro, intenso e verdadeiro, temos SEMPRE que reorganizar nossos valores. Isto sim é viver intensa e inteligentemente!
Pensando bem, talvez esteja mesmo na hora de a gente revisar, reavaliar e reorganizar...
Melhor ainda, melhor reavaliá-los todos os dias e nada de se eximir de nossas responsabilidades. 




Escrito por WALNEI ARENQUE às 18h22
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Então a culpa é do outro?

Por Walnei Arenque

Pelo que se vai se vendo por aí, parece que a culpa é inerente ao Humano e colocar a culpa no outro, também. Tudo começa em Gênesis, no inicio, no jardim do Eden. Adão diz que não foi culpa sua e sim de Eva, Eva por sua vez disse que a culpa foi da serpente, se perguntado a serpente aposto que ela teria culpado o próprio Criador. E assim caminha a humanidade... A culpa sempre é da mãe, do pai, do professor, do médico, do outro cônjuge,etc etc , porém minha, jamais!

Imaginamos, muitas vezes, que nossa dor emocional ou nossos sofrimentos surgem sempre da ação de outros. Porém, a verdade seja dita, não são os outros ou outras coisas que nos causam a infelicidade. Somos nós mesmos, sim, você é quem produz esta dor emocional.

Pessoas já bem mais conscientes, esclarecidas aceitam o sofrimento como algo a se “descobrir”, isso mesmo, pensam por que estou nesta condição? O que me levou a passar por esta situação?  Por que não mudo? Que prazer é este que estou tendo com minha dor?

 Visto que você não muda de posição, fica na esfera da dor emocional, deve então estar tendo algum tipo de ganho.  Mas é claro, a culpa é sempre do outro... Não sou feliz porque meu marido não me dá atenção, não sou feliz porque minha professora me persegue, não sou feliz porque não tenho namorado, até mesmo coloca-se a culpa em Deus! E quem disse que Deus quer seu sofrimento? Você é que esta aí parada sem fazer nada, só falando das mazelas de sua vida e pondo a culpa no outro. Depois as pessoas comentam “aí coitadinha, o marido dela é péssimo” e, todos ficam com uma peninha de você! Coitada!

De qualquer forma, parece que temos sempre a necessidade de sermos a vítima de uma situação.  Nunca chegou perto de mim alguém e disse: “EU puxei o tapete de fulano”. “EU traio cicrano”. “EU fiz a opção errada.”

Aliás, eu nunca faço a opção errada! Foi o outro que mudou!Eu nunca erro! Eu sei o que estou falando! Eu sempre fui sincera! Eu sempre fui “Boazinha”!  Estas sim são palavras e frases que usamos.  Sou inocente e a culpa é do outro. Simples assim.

Relaxa por a culpa no outro, né?

È bom você começar a rever as situações, não dê para o outro o que é seu, nem mesmo a culpa. Você está porque você quer, tem porque você quer, sofre porque você quer.

Nikos Kazantzakas uma vez disse: “Temos nosso pincel e tintas – pintemos o paraíso, e entraremos nele ou podemos nós mesmos pintar o inferno e fazer parte dele.”

Se optarmos, verdadeiramente, a não ser desta forma ou daquela, se optamos por menos dor sentimental, devemos compreender que a opção é nossa, tanto de ficarmos nesta situação ou sairmos dela. Portanto culpar nossos amigos, familiares, professores e Deus não levara a nada só a sua auto piedade e busca da condição de vitima, fora que relaxa, né?

Os fatos não acontecem por episódios, capítulos, acontecem pela história toda, do começo, como em Gênesis



Escrito por WALNEI ARENQUE às 20h14
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